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Profissional de TI remoto da Coreia do Norte trabalhou para agência do governo dos EUA, diz o FBI

TecnologiaPor Redação Guarulhos Digital em 11/08/2026
A investigação mostra que norte-coreanos são capazes de se infiltrar em agências governamentais, bem como em organizações privadas e exchanges de criptomoedas.
North Korean remote IT staffer worked for US government agency, says FBI

North Korean remote IT staffer worked for US government agency, says FBI

O FBI estaria investigando como um norte-coreano foi contratado para trabalhar em uma agência do governo federal dos EUA.

A notícia da investigação foi divulgada inicialmente pela Federal News Network, citando um alto funcionário do FBI em uma conferência em 28 de julho em Washington, D.C.. O funcionário confirmou à Federal News Network que o FBI está investigando um norte-coreano que trabalhava para uma agência federal não identificada.

Não está claro como o norte-coreano foi contratado, mas o regime é conhecido por suas campanhas coordenadas e de longa data com o objetivo de obter empregos fraudulentamente em organizações privadas e multinacionais. O caso marca um raro exemplo confirmado de um norte-coreano sancionado trabalhando para uma agência governamental.

Acredita-se que existam milhares de profissionais de TI norte-coreanos que conseguiram empregos em organizações dos EUA e da Europa nos últimos anos, explorando fragilidades no processo de contratação. O objetivo é usar identidades falsas para conseguir empregos em cargos remotos e obter um salário que é enviado de volta ao regime, tudo isso enquanto roubam propriedade intelectual e outros dados, usando depois essas informações para chantagear as empresas quando inevitavelmente são descobertos.

Mas práticas rígidas de verificação e liberação de segurança têm mantido em grande parte os hackers do regime fora do governo — embora não sem incidentes. O Departamento de Justiça apresentou acusações em 2024 contra um homem de Maryland que ajudou um hacker norte-coreano a se passar por americano para conseguir um emprego remoto como prestador de serviços para a Administração Federal de Aviação (FAA).

O FBI não respondeu ao pedido de comentários do TechCrunch na terça-feira, e não está claro qual agência federal foi afetada e se algum dado ou fundo foi roubado durante o incidente.

Os EUA há muito tempo alertam sobre os riscos apresentados pelos esquemas de trabalhadores de TI norte-coreanos. As autoridades dos EUA tomaram várias medidas de aplicação da lei e impuseram sanções para dificultar tanto as redes que operam a partir de Pyongyang, bem como da vizinha Rússia e China, além de os facilitadores americanos que montam frotas de laptops permitindo que os norte-coreanos trabalhem remotamente como se estivessem nos Estados Unidos.

A Coreia do Norte opera mais como uma gangue criminosa transnacional do que como um governo, e depende de ataques cibernéticos, incluindo roubos de criptomoedas, para financiar seu programa de armas nucleares sancionado globalmente. O regime de Kim Jong Un seria responsável por 76% dos furtos de criptomoedas, segundo empresas de forense em blockchain, garantindo ao regime pelo menos US$ 2 bilhões durante 2025, apesar de estar banido do sistema financeiro global.

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