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Airbound, da Índia, capta 37 milhões de dólares para concorrer com caminhões usando drones semelhantes a foguetes

TecnologiaPor Redação Guarulhos Digital em 25/08/2026
A abordagem ultraleve da Airbound para entrega por drones atraiu o apoio da Greenoaks, da DoorDash e do investidor do Vale do Silício Lachy Groom.
Airbound, da Índia, capta 37 milhões de dólares para concorrer com caminhões usando drones semelhantes a foguetes

Airbound, da Índia, capta 37 milhões de dólares para concorrer com caminhões usando drones semelhantes a foguetes

Airbound, uma startup indiana que fabrica drones autônomos, captou US$ 37 milhões em novos recursos enquanto busca tornar o transporte de mercadorias pelo ar tão barato quanto o frete rodoviário.

A rodada da Série A, liderada pela Greenoaks com a participação de DoorDash, Lachy Groom, Lightspeed e Humba Ventures, ocorre menos de um ano depois de a Airbound ter captado uma rodada semente de US$ 8,65 milhões. Com esse financiamento, a startup de três anos já levantou quase US$ 50 milhões.

A Airbound, e outras startups nesse setor incipiente, argumentam que os drones podem mover determinados produtos de forma mais rápida e barata do que os veículos nas estradas. E, embora tenha havido implantações bem-sucedidas, a entrega por drones ainda está longe de equiparar-se à escala e à versatilidade do transporte rodoviário.

A Airbound está tentando preencher essa lacuna redesenhando a aeronave para torná-la mais competitiva em relação ao transporte terrestre.

As aeronaves convencionais gastam muita energia carregando seu próprio peso em vez da carga útil, o que encarece o voo, principalmente para mover cargas menores. A resposta da Airbound é construir drones de voo vertical projetados para pesar menos do que a carga que transportam, afirmou o fundador e CEO Naman Pushp em uma entrevista.

O drone atual da Airbound, chamado TRT, pesa cerca de 1,5 kg e pode carregar aproximadamente 1 kg de carga útil. Sua próxima versão, atualmente em desenvolvimento, deve pesar cerca de 3 kg e ser capaz de carregar até 5 kg, disse Pushp ao TechCrunch.

A startup usa um design de pouso e decolagem na vertical semelhante a um foguete para seus drones, que decolam e pousam verticalmente em posição ereta antes de transicionar para o voo horizontal. Pushp afirmou que a Airbound pretende manter a decolagem e o pouso verticais mesmo ao desenvolver aeronaves maiores, para evitar a dependência de pistas.

“Queremos caminhar em direção a um mundo onde tudo tenha paridade de custo com o transporte rodoviário”, disse ele.

Fundada em 2023, a Airbound já realizou mais de 13.000 voos autônomos nas cidades de Bengaluru e Guntur, no sul da Índia, segundo Pushp. Isso inclui mais de 1.000 voos com a rede hospitalar indiana Narayana Health, onde seus drones transportam amostras de diagnósticos entre instalações de saúde.

A startup usa um único drone ativo na rota da Narayana, voando com amostras de diagnóstico por cerca de 4 km em cerca de sete minutos. As mesmas amostras podem levar de três a cinco horas para serem transportadas por motocicletas, quando se leva em conta o tempo gasto esperando por amostras suficientes para serem agrupadas para o transporte rodoviário, de acordo com Pushp.

Essa parceria está se expandindo para incluir o novo hospital Banashankari da Narayana em Bengaluru, que foi projetado sem um laboratório de diagnóstico ou banco de sangue no local e, em vez disso, dependerá dos drones da Airbound para se conectar a instalações centralizadas.

Rede de drones em três cidades

A Airbound definiu uma ambição muito maior: criar uma rede de entrega por drones que conecte três cidades no estado de Andhra Pradesh. A startup assinou um acordo com o governo estadual com a meta final de 10.000 voos por dia para entregas no varejo, comércio eletrônico e saúde. Essa meta diária de voos exigirá entre 250 e 1.000 aeronaves, dependendo do comprimento das rotas, embora Pushp espere que o número fique mais próximo de 250.

O acordo não envolve um contrato governamental ou subsídio, disse Pushp, acrescentando que o governo de Andhra Pradesh está trabalhando com a Airbound na estrutura regulatória necessária para viabilizar a rede. A startup espera gerar negócios a partir de empresas que a utilizam para entregas.

Startups indianas como Skye Air Mobility e TSAW Drones já estão construindo negócios de logística aérea, enquanto outras fabricantes indianas de drones, como a Garuda Aerospace, também exploraram casos de uso de entrega. No entanto, Pushp argumenta que a Airbound quer construir a aeronave que outras redes de logística poderão eventualmente usar, em vez de apenas tentar se tornar a maior operadora de entregas.

“Esse é o papel da Boeing — a aeronave em que as companhias aéreas de todo o mundo confiam, e não a companhia aérea em si”, afirmou ele.

A Airbound projeta e fabrica suas aeronaves em uma instalação de quase 4.000 metros quadrados em Bengaluru, onde mantém o trabalho na estrutura da aeronave e em outros sistemas centrais internamente. Embora Pushp tenha recusado a divulgar sua capacidade de produção ou quantas aeronaves a startup construiu até agora, ele disse que a fabricação não será o gargalo conforme a Airbound cresce.

O maior gargalo, observou Pushp, é a regulamentação, particularmente a obtenção de aprovações para operações além da linha de visada visual (BVLOS), uma certificação que permite que os drones voem além da visão direta de um operador e que é crucial para operar redes de entrega em escala.

Essas restrições regulatórias também limitaram a capacidade da Airbound de transformar seus voos em receita comercial significativa. Além disso, a startup continua essencialmente sem receita, apesar de ter uma equipe de mais de 150 funcionários.

“O objetivo é ser uma gigante daqui a algumas décadas, e não gerar receita o mais rápido possível”, disse Pushp.

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