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Guarulhos lança campanha do Setembro Amarelo: “Tem silêncio que é um pedido de ajuda”

GuarulhosPor Redação Guarulhos Digital em 03/09/2026
A Prefeitura de Guarulhos iniciou a programação voltada ao Setembro Amarelo com foco na prevenção ao suicídio e na identificação de sinais de sofrimento emocional. A iniciativa destaca a importância da escuta ativa e divulga a rede municipal de atendimento psicológico.
Guarulhos lança campanha do Setembro Amarelo: “Tem silêncio que é um pedido de ajuda”

Guarulhos lança campanha do Setembro Amarelo: “Tem silêncio que é um pedido de ajuda”

Quinta, 03 de Setembro de 2026 - 12:23

Nem todo pedido de ajuda é feito em palavras. Mudanças de comportamento, isolamento, perda de interesse por atividades antes habituais e outras alterações na forma de agir e se relacionar podem indicar que alguém está enfrentando sofrimento emocional e precisa ser acolhido. É a partir desse olhar que a Prefeitura de Guarulhos lança neste mês a campanha Setembro Amarelo, com o tema “Tem silêncio que é um pedido de ajuda”. 

A iniciativa chama a atenção para a importância da escuta, do acolhimento e da percepção das mudanças de comportamento de quem está ao nosso redor, além de incentivar a busca por ajuda profissional diante do sofrimento psíquico. A proposta é lembrar que cuidar da saúde mental também significa criar espaços seguros para falar, ouvir sem julgamentos e reconhecer quando alguém pode precisar de apoio.

Em Guarulhos, ao longo de setembro, a Secretaria da Saúde promoverá atividades nos serviços de saúde, além de conteúdos de orientação e divulgação da rede disponível no município. O objetivo é ampliar a informação sobre prevenção ao suicídio e reforçar que o cuidado em saúde mental ocorre durante todo o ano por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

Entre os serviços da RAPS, estão os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que acolhem pessoas em sofrimento psíquico, com transtornos mentais graves e persistentes, e oferecem acompanhamento por equipes multiprofissionais, com atendimentos individuais e em grupo, atividades terapêuticas e ações voltadas à autonomia, ao fortalecimento de vínculos e à participação social.

A rede conta com diferentes modalidades de CAPS, organizadas de acordo com as necessidades dos usuários e os territórios da cidade. Os CAPS II Osório César, Arco-Íris e Bom Clima atendem adultos e são referência, respectivamente, para as regiões de saúde Cantareira, São João/Bonsucesso e Centro. Já o CAPS III Alvorecer é referência para a região Pimentas/Cumbica e funciona 24 horas.

A cidade conta ainda com o CAPS III AD Arnaldo Bravo Brant, especializado no cuidado de pessoas com necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas e com funcionamento ininterrupto, além dos CAPS Infantojuvenis Recriar e Amigo Jovem, destinados ao acompanhamento de crianças e adolescentes. 

Cuidado desde a infância e adolescência 

O sofrimento emocional também pode surgir na infância e na adolescência e nem sempre é manifestado diretamente. Alterações importantes no comportamento, afastamento das atividades habituais, dificuldades persistentes nas relações e outras mudanças podem indicar a necessidade de maior atenção dos responsáveis e, quando necessário, de avaliação profissional.

Nos CAPS Infantojuvenis, o cuidado envolve os usuários, suas famílias e, de acordo com cada situação, outros espaços importantes de convivência, como a escola e a comunidade. Para Cherry, de 18 anos, acompanhada pelo CAPS II Infantojuvenil Recriar há três anos, encontrar um espaço onde pudesse ser ouvida fez diferença. Ela conta que o acompanhamento tem ajudado a compreender melhor o que sente e a olhar para si com mais carinho. “O CAPS me ajudou a entender que viver é diferente de estar vivo e que eu posso encontrar sentido e acolhimento em meio ao caos”, compartilha.

Autonomia e novos projetos de vida

A atenção à saúde mental também passa pela reconstrução de vínculos, pela convivência e pela criação de novas possibilidades de participação social. Há 23 anos, o Projeto Tear atua na inclusão social pelo trabalho e na geração de renda, a partir da aproximação com o campo da economia solidária, estimulando a autonomia e a participação dos usuários da rede.

O serviço oferece nove oficinas de trabalho (culinária, mosaico, papel artesanal, tear e costura, serigrafia, encadernação, vitral, marcenaria e jardinagem) que possibilitam aos participantes desenvolver habilidades, fortalecer vínculos e ampliar sua participação na comunidade. O Projeto funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, na rua José Calixto Machado, 188, no Jardim Pinhal. A participação nas oficinas pode integrar o Projeto Terapêutico Singular (PTS), mediante encaminhamento pelos serviços da rede.

Rede de atendimento

Em Guarulhos, pessoas em sofrimento psíquico podem buscar acolhimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nos CAPS de Guarulhos. Em situações que necessitem de atendimento imediato, a orientação é procurar uma UPA ou pronto-socorro ou acionar o Samu pelo telefone 192. O Centro de Valorização da Vida (CVV) também oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo número 188, 24 horas por dia. 

A relação completa dos Centros de Atenção Psicossocial de Guarulhos, com endereços, telefones, regiões de referência e horários de funcionamento, está disponível no portal da Prefeitura de Guarulhos: www.guarulhos.sp.gov.br/centro-de-atencao-psicossocial-caps.

Mais do que encontrar as palavras certas, acolher pode começar pela disposição para ouvir, demonstrar interesse genuíno e incentivar a procura por ajuda profissional quando necessário. “Tem silêncio que é um pedido de ajuda” é também um convite para que ninguém atravesse sozinho um momento de sofrimento.

Vídeo no Instagram: https://www.instagram.com/reel/DcvnSyzEaPa/?igsi=MTRmNHM5Ync3NmFycQ%3D%…
Foto: IA
03/09/2026

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