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A Zoox atualiza seu robotáxi enquanto se prepara para o serviço comercial

TecnologiaPor Redação Guarulhos Digital em 24/06/2026
O novo robotáxi da Zoox conta com estofamento mais confortável, cores mais claras e um microfone e alto-falante de melhor qualidade para se comunicar com o Suporte da Zoox.
Zoox upgrades its robotaxi as it prepares for commercial service

Zoox upgrades its robotaxi as it prepares for commercial service

A Zoox renovou seu robotáxi desenvolvido sob medida — e não apenas para deixá-lo com um visual mais moderno. A empresa, de propriedade da Amazon, revelou nesta quarta-feira uma série de melhorias no conforto e na funcionalidade de seu veículo elétrico e autônomo, com base no feedback dos passageiros e antecipando o que espera ser um lançamento comercial ainda este ano.

As principais características do robotáxi da Zoox permanecem. O robotáxi elétrico e autônomo, com formato de cubo, ainda não possui volante nem outros controles. A empresa manteve o teto solar e as luzes que simulam um céu estrelado, bem como as 40 câmeras, radares, lidars e sensores infravermelhos, que ajudam o robotáxi a perceber o ambiente ao seu redor. Além disso, o veículo ainda dirige em ambas as direções, possui direção nas quatro rodas e pode transportar quatro pessoas a velocidades de até 75 milhas por hora.

Em vez disso, a Zoox fez uma série de ajustes no design e no produto necessários para um robotáxi que transporte milhares de passageiros. Pelo menos, essa é a esperança da Zoox.

No interior, a Zoox adicionou mais estofamento e curvas ergonômicas tanto aos assentos quanto aos encostos de cabeça, além de ter atualizado a cor, o material e o acabamento com uma paleta mais clara: assentos em verde-aloé e piso e acabamentos em cinza-pedra.

A paleta de cores mais claras cria um ambiente mais tranquilo, segundo a Zoox.

Ela também oferece o tipo de fundo contrastante que facilita a localização de objetos comuns, como smartphones. Outras mudanças no interior incluem a adição de ranhuras na base de carregamento para manter os telefones no lugar, o aumento do tamanho dos porta-copos e uma tela sensível ao toque mais visível.

No exterior, a Zoox reposicionou seus refletores bidirecionais para melhorar a visibilidade e adicionou um novo alto-falante e microfone à interface da porta, além de recursos de áudio bidirecional. A empresa afirmou que as atualizações melhorarão a comunicação com os passageiros e outros usuários da via, bem como entre a equipe de suporte da Zoox e as equipes de emergência.

A ideia, segundo Chris Stoffel, diretor de design industrial de robôs e engenharia de estúdio da Zoox, é um design de interior simples e sofisticado que não exija a atenção do passageiro, ao contrário de tantos recursos encontrados nos carros de passeio atuais.

“As atualizações que fizemos nesta versão do nosso robotáxi projetado especificamente para esse fim continuam a diferenciar ainda mais a experiência da Zoox de tudo o que está disponível atualmente”, afirmou ele em um comunicado.

Há também razões práticas para as mudanças no design.

No ano passado, a Zoox inaugurou uma fábrica em Hayward, na Califórnia, onde a empresa espera, um dia, fabricar 10.000 robotáxis por ano. As melhorias foram feitas em preparação para a produção em massa, que, segundo a Zoox, pode chegar a até 100 veículos por semana.

A Zoox ainda tem um grande obstáculo a superar antes de iniciar a produção em grande escala — ou oferecer viagens pagas.

A empresa solicitou uma isenção comercial para seu robô-táxi, uma vez que ele não possui os controles padrão exigidos pela legislação federal. O período para comentários públicos já foi encerrado e a Zoox aguarda uma decisão da Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA), que concedeu à empresa uma isenção em agosto de 2025 para demonstrar seus robô-táxis personalizados em vias públicas.

Se receber a aprovação, a Zoox introduzirá viagens pagas, informou a empresa.

Por enquanto, a empresa está realizando testes e oferecendo viagens gratuitas em Austin, no Texas; São Francisco; Las Vegas; e Miami, na Flórida.

Fonte: TechCrunch
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