
Vivência para mulheres com fibromialgia discute as transformações e mudanças de rumos na vida
Com o tema Museu de Nós, a 7ª edição da vivência arteterapêutica Mulheres de Fibra ocorreu nesta quinta-feira (11) com a participação de mulheres que discutiram a elaboração do luto consequente das transformações e das mudanças de rumos que a vida impõe. O encontro foi realizado na sede da Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão, no Macedo.
A ação da pasta acontece todos os meses e busca oferecer acolhimento e bem-estar às mulheres com essa condição, além da troca de informações sobre direitos e a formação de uma rede de apoio entre as integrantes.
Relaxamento e arteterapia
Com os olhos fechados e uma música instrumental suave ao fundo, foram desenvolvidas técnicas de relaxamento corporal e de arteterapia com o grupo. As mulheres receberam um cartão com desenho do espaço (astros e foguetes) coberto de tinta preta que rasparam para representar o sentimento vivenciado em situações de perdas e mudanças.
Moradora do Jardim Nova Cidade, região do Pimentas, a dona de casa Maria Aparecida Caetano de Oliveira, de 46 anos, foi diagnosticada com fibromialgia há dois anos. Ela participou pela primeira vez da atividade, que foi indicada pela psicóloga da UBS de seu bairro. Para ela, neste espaço pode-se falar dos problemas e extravasar as emoções, deixando de guardá-las. Escutar outras mulheres faz ver que não estão sozinhas.
Por sua vez, a coordenadora pedagógica da rede estadual e ensino, Samanta Gomes, de 46 anos, costuma frequentar o projeto Mulheres de Fibra por fazê-la sentir-se bem em razão da reflexão e da troca de experiências proporcionadas.
No Brasil a fibromialgia é considerada uma deficiência de acordo com a lei federal nº 15.176/2025 que prevê a proteção dos direitos da pessoa acometida por tal condição.
A Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão integra a Secretaria de Direitos Humanos.