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Agosto Dourado: Por que o leite materno é tão importante?

GuarulhosPor Redação Guarulhos Digital em 24/08/2026
Campanha do Agosto Dourado destaca a importância do aleitamento materno na prevenção de doenças infantis, proteção imunológica e fortalecimento do vínculo familiar, além dos benefícios para a saúde da mãe e a sustentabilidade ambiental.
Agosto Dourado: Por que o leite materno é tão importante?

Agosto Dourado: Por que o leite materno é tão importante?

Segunda, 24 de Agosto de 2026 - 16:20

O leite materno oferece os nutrientes necessários ao bebê e ajuda a protegê-lo contra diarreias, infecções respiratórias e alergias, além de contribuir para o crescimento e favorecer o desenvolvimento cognitivo.

A amamentação também está associada à redução do risco de obesidade, diabetes, hipertensão e colesterol alto ao longo da vida e fortalece o vínculo entre mãe e bebê. Para a mulher, amamentar também traz benefícios, como a redução do risco de hemorragia no pós-parto e de desenvolvimento de alguns tipos de câncer, entre eles o de mama e o de ovário.

O Ministério da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida e sua continuidade até os dois anos ou mais, associado à alimentação complementar saudável a partir dos seis meses.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), bebês que são amamentados têm um risco 60% menor de óbito por síndrome de morte súbita infantil em comparação com aqueles que não são amamentados.

Além de oferecer benefícios ao bebê e à mãe, o leite materno também é bom para a sociedade e para o planeta. A amamentação não deixa pegada de carbono. O leite materno é um recurso renovável, produzido pelas mães e consumido pelos bebês sem poluição, embalagens ou resíduos.

Toda quantidade faz diferença

Para um recém-nascido internado, o leite humano representa nutrição, proteção imunológica e melhores condições para crescimento e desenvolvimento. Um litro de leite doado pode contribuir para alimentar até dez recém-nascidos em um dia.

A Secretaria da Saúde ressalta que para contribuir não é preciso produzir grandes volumes. Bebês prematuros, especialmente os de menor peso, podem começar a alimentação com pequenas quantidades definidas de acordo com o peso, idade gestacional e condição clínica de cada um. Por isso, mesmo pequenas doações são importantes.

O leite recebido passa por um rigoroso processo no Banco de Leite Humano de Guarulhos antes de chegar aos bebês. Depois de coletado na residência da doadora, ele é identificado, avaliado, selecionado, classificado, processado e pasteurizado, além de submetido a controle de qualidade e somente após a aprovação, é liberado para distribuição às unidades neonatais vinculadas ao serviço.

Apoio também ajuda a manter a amamentação

A atuação do Banco de Leite vai além da coleta e distribuição. Todos os meses, aproximadamente 500 mulheres e seus filhos procuram o serviço para receber apoio relacionado ao aleitamento materno.

Entre as dificuldades mais frequentes estão problemas de pega e posicionamento do bebê, dor e fissuras nas mamas, ingurgitamento, dificuldade de sucção, dúvidas sobre a produção de leite e insegurança materna. Situações como essas, principalmente nos primeiros dias após o nascimento, podem tornar a amamentação difícil e favorecer o desmame precoce quando não há orientação adequada.

A analista administrativa Letícia Grossi Lucas, de 31 anos, procurou o Banco de Leite após enfrentar dificuldades para amamentar a primeira filha, a pequena Cecília, que nasceu abaixo do peso. Embora a bebê mamasse, a pega não estava adequada e ela não conseguia retirar o leite de forma eficiente. Letícia conta que as orientações sobre posicionamento e pega fizeram diferença para que a filha passasse a mamar de forma mais efetiva e recebesse o leite de que precisava para ganhar peso e se desenvolver. Hoje ela tem 1 ano e sete meses e é muito saudável.  

Amamentar não deve causar dor. A própria Letícia, que recebeu orientações sobre isso no Banco, compartilha que esse deve ser um ponto de atenção entre as mães que, em caso de dor, podem procurar o serviço para receber ajuda. No atendimento, a equipe avalia a mulher e o bebê, observa a mamada, orienta sobre pega e posicionamento, auxilia no manejo de fissuras, dor e ingurgitamento, ensina técnicas de ordenha e esclarece dúvidas sobre a produção de leite.

O serviço também promove mensalmente curso para gestantes, além de atividades de Shantala (massagem indiana para bebês) e orientações sobre alimentação complementar para bebês a partir dos seis meses. Não é necessário encaminhamento para buscar atendimento, que está disponível a todas as mulheres com dificuldades relacionadas à amamentação.
O Banco de Leite também atua em conjunto com a rede municipal de saúde em ações de promoção, proteção e de apoio ao aleitamento materno nas maternidades e Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Quem pode doar?

Pode se tornar doadora a mulher que esteja amamentando ou ordenhando leite para o próprio filho, produza quantidade superior às necessidades dele, esteja saudável e atenda aos critérios de segurança estabelecidos pelo Banco de Leite.

O uso de medicamentos, por exemplo, não significa automaticamente que a mulher não possa doar. Cada situação é avaliada individualmente pela equipe, levando em consideração as condições de saúde, exames realizados durante o pré-natal ou pós-parto, medicamentos utilizados e hábitos de vida.

Depois de cadastrada, a doadora recebe toda a orientação necessária para realizar a ordenha e armazenar o leite em casa. O Banco de Leite fornece os frascos esterilizados e realiza semanalmente, ou conforme a necessidade, a retirada do leite na residência das doadoras em todas as regiões de Guarulhos.

O leite deve permanecer congelado até a coleta e pode ser armazenado no freezer ou congelador por até 15 dias. A equipe orienta cada etapa para que a doação seja incorporada à rotina da mãe de forma segura.

Cada frasco doado pode representar uma pequena quantidade para quem doa, mas é um recurso essencial para recém-nascidos que dependem do leite humano para se alimentar e se desenvolver.

O primeiro contato pode ser feito pelo telefone ou WhatsApp por meio do número (11) 2408-4991. A equipe fornece as orientações iniciais e dá início ao cadastro. Posteriormente, a mulher comparece pelo menos uma vez ao Banco de Leite para avaliação clínica e, quando necessário, coleta ou complementação de exames.

Serviço

Banco de Leite Humano de Guarulhos. Travessa Orsi, 47 - Jardim das Hortênsias
Funcionamento: de segunda-feira a sexta-feira, das 7h às 17h  
Telefone e WhatsApp: (11) 2408-4991

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