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Esap discute trajetórias de mulheres refugiadas e suas contribuições para a produção do conhecimento

EducaçãoPor Redação Guarulhos Digital em 26/10/2026
Prefeitura de Guarulhos promoveu debate sobre a inserção de mulheres refugiadas nas áreas de ciência e tecnologia. Encontro no Adamastor discutiu desafios de imigração, validação de diplomas e o combate à xenofobia durante a Semana do Conhecimento.
Esap discute trajetórias de mulheres refugiadas e suas contribuições para a produção do conhecimento

Esap discute trajetórias de mulheres refugiadas e suas contribuições para a produção do conhecimento

Na sexta-feira (23) a Escola de Administração Pública Municipal de Guarulhos (Esap), vinculada à Secretaria de Gestão da Prefeitura de Guarulhos, realizou, a roda de conversa “Ciência e tecnologia é coisa de mulher refugiada sim!”, no auditório do Adamastor. A iniciativa contou com o apoio e participação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), representado pela associada de soluções duradouras, Vivian Holzhacker, da vice-presidente do Conselho Municipal de Políticas para Imigrantes de São Paulo, Constance Salawe, e de mulheres migrantes e refugiadas do Afeganistão, Síria e República dos Camarões das áreas de educação, ciências e tecnologia.

A atividade promoveu um espaço de diálogo, escuta e valorização das trajetórias de mulheres refugiadas, abordando os desafios enfrentados desde a saída forçada de seus países de origem até os processos de migração, acolhimento e inserção social e profissional. Entre as questões discutidas, destacaram-se as barreiras linguísticas e culturais, o reconhecimento e a validação de diplomas e experiências profissionais, o acesso ao mercado de trabalho e o enfrentamento de discriminações, como o racismo e a xenofobia.

O encontro, que fez parte da programação 10ª Semana do Conhecimento de Guarulhos “Ciência Delas”, buscou também dar visibilidade às potencialidades e às contribuições das mulheres refugiadas como produtoras de conhecimento, reconhecendo suas participações na educação, ciências e tecnologia, e suas contribuições no desenvolvimento científico brasileiro.

A escolha do tema dialoga diretamente com a realidade de Guarulhos, município marcado pela diversidade cultural e pela significativa presença de pessoas migrantes e refugiadas, cujas experiências e conhecimentos contribuem para o desenvolvimento social, cultural, econômico e intelectual da cidade. Dar visibilidade a essas trajetórias é também promover a igualdade de oportunidades, valorizar a diversidade e fortalecer a inclusão.

O evento reuniu servidores públicos das áreas de assistência social, educação, saúde, direitos humanos, habitação, trabalho e renda, justiça e cidadania. 
Também participaram representantes da Universidade Guarulhos, incluindo a coordenação do curso de Psicologia, e do curso de Direito da FIG/Unimesp; representantes dos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente, de Políticas para as Mulheres e de Turismo; Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude (Asbrad), além de estudantes e estagiários de Psicologia e Serviço Social.

A roda de conversa contou com a participação de membros e coordenação da Casa de Passagem Terra Nova II, gerida pela Asbrad, da Casa de Acolhida Povos Fraternos, gerida pelo Núcleo Batuíra, além de refugiadas atendidas por essas organizações sociais, cujas participações contribuíram para fortalecer a participação cidadã e ampliar a escuta e a visibilidade das vozes das comunidades migrantes e refugiadas no município.

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